Dicionário de pesca para o pescador amador e curioso
Peixe usa bigode para esfregar em órgãos genitais das fêmeas
Além de ser visualmente atraente, o bigode pode ser usado para esfregar os órgãos genitais do peixe fêmea.Pescador entra em rio e pega pintado de 25 kg no braço

(Foto: Luciano Mochi/Arquivo pessoal)
Martins conta que aproveitava os últimos dias antes da piracema em Ivinhema, a 297 quilômetros de Campo Grande.
Peixe Mandubé ou Palmito pode ser encontrado na Bacia Amazônica
Tem corpo alongado de dorso azul escuro e coloração amarelada clareando em direção ao ventre. Cabeça larga e achatada com olhos laterais, boca com maxilar superior proeminente e pequena abertura branquial como é comum à espécie. Apresenta forte aguilhão na nadadeira dorsal. Pode ser econtrado na Bacia Amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata, onde vivem ao longo do rios, remansos e corredeiras. Como a maioria dos bagres, freqüentemente habita o fundo dos leitos de rios de médio e grande porte com águas escuras e barrentas. São carnívoros vorazes e, em sua dieta, estão peixes menores, camarões de água doce, pequenos anfíbios e, ocasionalmente, insetos.
O palmito recebe esse nome pela maciez e o sabor que sua carne apresenta, muito diferenciada em relação a outras espécies de couro. A espécie, de carne bastante saborosa, pode ser capturada durante o ano inteiro e tem o tamanho mínimo para o abate limitado em 35 cm.
O melhor equipamento para se pescar o mandubé são com varas leves, linhas 17 a 20Lb e anzóis nº 2 a 8. Usa-se iscas de pedaços de peixe, pitus, minhocas, insetos. tuviras e os minhocoçus.
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Traíra - equipamentos de pesca e iscas para pescar este peixe delicioso
Hoje vamos passar alguma dicas de como devemos nos comportar na pescaria da Traíra.
O bom pescador sabe para que possa realizar um pescaria de sucesso tem quem fazer um estudo minucioso do ambiente onde se encontra o peixe, profundidade do rio ou represa e principalmente a temperatura da água.A temperatura da água é essencial para sabermos como devemos manter a isca. Se a temperatura da água estiver quente use iscas de superfície para tal e iscas de meia água ou fundo para água fria ou dia com muito vento.
A traíra ê um peixe considerado nervoso, sendo assim cabe a nós pescadores usar iscas barulhentas (JumppingMinow, Hélice, Popper) ou iscas que produzam bastante vibração (Spinner, SpinnerBait, Rattlin) isso irá "irritá-la" e fazer com que ela ataque a sua isca.
Após lançar a isca na água venha recolhendo lentamente pois a traíra é um peixe relativamente lento, principalmente se a água estiver fria. De preferência arremesse a isca próximo a barrancos, galhadas, lugares mais sujos que é onde elas preferem ficar.
De repetidos arremessos nos lugares onde costumam ficar pois nem sempre costumam atacar no primeiro arremesso. Se por acaso tentou fisgá-la mais não foi feliz, imediatamente arremesse novamente no mesmo lugar, pois raramente ela vai embora.
Quando for pescar traíra é bom ir equipado com um bom alicate para segurar o peixe e retirá-lo do anzol. Ela é muito difícil de tirar com a mão e como tem dentes afiados sua mordida é forte e causa muita dor.
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Pescadores de SP terão curso de pesca sustentável
A Coordenadoria de Educação Ambiental (CEA) de São Paulo realiza programa de conscientização ambiental junto a famílias de pescadores no litoral paulista. Nos dias 26 e 7 de novembro, a instituição vai promover cursos de qualificação de 180 pescadores familiares nas cidades de Cananéia, Iguape, Peruíbe, Guarujá, Caraguatatuba e Ilhabela.
O objetivo é sensibilizar a comunidades dessas localidades para a prática da pesca sustentável, para a preservação da biodiversidade e chamar a atenção para a importância das Áreas de Proteção Ambiental Marinhas no Estado.
"Além de divulgar boas práticas ambientais, pretendemos dar a oportunidade para que os pescadores possam tirar dúvidas relacionadas à legislação", afirma a executiva pública em Gestão Ambiental da CEA, Susanna Busch. Já Malu Freire, responsável pela coordenadoria, diz que após a criação das APAs marinhas os pescadores ficaram preocupados se seu trabalho seria prejudicado e os cursos servirão também para tranqüilizar a comunidade.
Atriz Hayden Panettiere de Heroes contra pesca de baleias e golfinhos
Hayden Panettiere atriz de Heroes, além de ótima profissional, muito bonita, tem um papel muito importante em defesa das baleias e golfinhos.
No ano passado a atriz Hayden se encontrou com embaixadores do Japão, Noruega e Islândia para levar suas reivindicações no que se refere a proteção das baleias e golfinhos que tem sido pouco controlada nestes países.
Hayden tem realmente defendido a idéia da preservação da espécie em questão. Para arrecadar fundos para uma instituição que tem apoiado a causa se diz disposta a abrir mão de roupas e vender algumas peças como blusas, calças, camisetas, vestidos, calçados e outros.
É legal quando vemos celebridades defendendo suas idéias com unhas e dentes. As pessoas comuns e principalmente os famosos pela facilidade como são ouvidos precisam fazer algo mais para contribuir e defender este patrimônio. Temos acompanhado alguns casos onde artistas, empresários e instituições estão se levantando em defesa da natureza.
Você tem feito algo para preservar a natureza? Gostaria de saber mesmo que fosse um ato muito simples.
Nova Mutum abre inscrições para festival de pesca
Amantes da pesca já podem se inscrever na terceira edição do festival de pesca esportiva de Nova Mutum - PescMutum - que será realizado entre os dias 19 e 20 de setembro, na ponte do rio Arinos, cerca de 36 km de Nova Mutum (mesmo local da última edição). As inscrições podem ser feitas pelo site da prefeitura ou na Secretaria de Indústria, Comércio e Turismo.
O vencedor levará um barco de 5 metros e um motor 15 HP. O 2º ganhará um motor 15 HP. Para o terceiro lugar, o prêmio será um barco de 5 metros. A premiação vai até o 10° colocado e é composta por uma carretas geradores, motores elétricos e outros. Haverá ainda o sorteio de um barco entre os inscritos.
Nesta edição -etapa válida também pelo sexto campeonato estadual de pesca- haverá ainda baile com uma banda da região, torneio de vôlei de praia e outras atrações. A expectativa da organização, conforme Só Notícias informou, é que seja superado o número de participantes da última edição, que reuniu pouco mais de 110 pessoas.
Licença de pesca é obrigatória nos rios do MS
Os pescadores amadores (turistas) que quiserem pescar nos rios do Estado não devem esquecer de tirar a licença de pesca. A autorização ambiental é individual, tem validade trimestral ou anual, é obrigatória para pesca embarcada ou desembarcada (em barrancos dos rios) e pode ser adquirida nas agências do Banco do Brasil, apresentando o CPF e RG, ou pelo site http://www.supema.ms.gov.br.
Os pescadores amadores, devidamente licenciados, devem obedecer à cota de pescado permitida no Estado, que é de 10 quilos, mais um exemplar de qualquer espécie e cinco exemplares de piranha
É proibida a utilização de rede, tarrafa, espinhel, cercado, covo, pari, fisga, gancho; garatéia pelo processo de lambada e substâncias explosivas ou tóxicas; equipamento sonoro, elétrico ou luminoso; nem anzol de galho.
Após a pescaria, o turista deve passar em um posto da Polícia Militar Ambiental (PMA) para preenchimento da guia de controle, que comprova a origem e permite o transporte do pescado em Mato Grosso do Sul e em outros estados. A licença e a guia de controle permitirão à PMA avaliar o controle da pesca e dos recursos naturais em todo o Estado, além de informar sobre o comportamento e os destinos dos turistas.
Descoberta nova espécie de Piau na Bacia do Rio Jequitinhonha
O monitoramento realizado pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) na bacia do rio Jequitinhonha resultou na descoberta de uma nova espécie de peixe, um piau de pequeno porte, com cerca de 10 cm de comprimento, caracterizado pela presença de máculas (bolas) pretas grandes e médias distribuídas pela lateral de seu corpo.
O biólogo Francisco Andrade Neto realizou a captura da nova espécie no córrego Vacaria, um afluente do Jequitinhonha, localizado em Padre Carvalho, no Norte de Minas, dentro das ações de monitoramento do Programa Peixe Vivo, criado para preservar os peixes das bacias hidrográficas onde a Cemig tem usinas. Segundo Francisco, a distribuição da nova espécie deve ser restrita, pois o piau foi capturado seis vezes, sempre na mesma localidade.
Para descrever cientificamente o novo piau, foram adotados critérios como o número de escamas e dentes, que o diferenciam das demais espécies já conhecidas. A descrição está sendo realizada por pesquisadores da Fundação Biodiversitas, do Departamento de Zoologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e da Cemig.
Já se sabe que a espécie faz parte do gênero leporinus e pertence a um grupo com sete espécies já catalogadas: seis restritas à bacia Amazônica e do rio Orenoco e outra endêmica da bacia do rio São Francisco, no Alto Paracatu (MG)
Mais de 5 mil quilos de peixes comercializados em Piraquara
A 14ª Feira do Peixe Vivo de Piraquara, realizada nos últimos dias 9 e 10, superou as expectativas da organização. Foram comercializados mais de 5 mil quilos de peixes. Durante os dois dias, passaram pela feira cerca de 5 mil pessoas, no Centro, e 2.500 visitantes no Guarituba.
Além de peixes da água doce, como tilápia, carpas (húngara, cabeçuda e capim), bagres (catfish, africano e jundiá) e traíra, a feira também contou com espécies da água salgada, como filé de merluza e camarão congelado.
De todo o peixe comercializado, 80% é de criadores do próprio município. Para o secretário municipal de Meio Ambiente, Agricultura e Turismo, Gilmar Clavisso, a feira é mais um instrumento para alavancar e agregar renda aos produtores e agricultores locais.
A feira no Centro, neste ano, contou com sete barracas e no Guarituba, com duas. De acordo com a organização, para os próximos anos já está em estudo a sua ampliação para outros bairros do município, para facilitar a venda aos consumidores.
Confira:
Receitas - Pacú ou Dourado assado
Ingredientes
- 1 peixe inteiro, Pacú ou Dourado de aproximadamente 3 kg
- 2 tomates sem sementes e sem pele
- 1 cebola média
- Suco de 4 limões
- Fondor para peixes ou tempero completo
- 1 pote de requeijão
- Farofa temperada
- Pimenta-do-reino a gosto
- Sal a gosto
- Margarina para untar
- 4 colheres de sopa de azeite de oliva
- 1 xícara de café de vinho branco seco Como Preparar:
- Tirar as entranhas e as escamas do peixe
- Tempere bem por dentro com o limão, o Fondor ou tempero completo, pimenta-do-reino e o sal
- Deixe marinando por 30 minutos
- Com uma espátula esparrame o requeijão por dentro do peixe, coloque os tomates a cebola e a farofa temperada
- Unte uma forma com a margarina e o azeite e coloque o peixe dentro
- Despeje o vinho para não grudar o peixe na assadeira
- Cubra com papel alumínio e deixe assar em fogo alto por 40 minutos
- Retire o papel alumínio e deixe dourar por mais 30 minutos, sempre em fogo alto.
- Retire do forno e sirva com arroz branco e salada.
Piabanha
O nome científico da piabanha do rio Paraibuna é Brycon insignis. É um peixe de escamas prateadas e lombo escuro que tem seu habitat em rios de água doce.Alguns exemplares podem atingir até 5 kg salvo excessões. A nadadeira caudal é levemente furcada e a espécie possui também uma pequena nadadeira adiposa, localizada no dorso e na cauda. A linha lateral é bem desenvolvida, o que a torna muito arisca e sensível às mínimas variações do ambiente.
A Piabanha é um peixe raro e ameaçada de extinção, pode se encontrar esta espécie em poucos rios fluminenses e na Bacia Hidrográfica do rio Paraíba do Sul, basicamente no domínio das Ilhas Fluviais, onde ainda não existem alterações ambientais significativas, e algumas sub-bacias do Curso Médio Inferior e Baixo Curso - rios Muriaé e Pomba.
Durante o período das cheias a piabanha faz a piracema, que consiste em subir os rios durante o período de reprodução para estimular a desova. O ciclo reprodutivo costuma ter inicio no mês de Novembro e termina no mês de Fevereiro.
A fecundação dos óvulos da piabanha tem início quando as fêmeas os liberam na água. Nesse ritual de acasalamento, os machos nadam paralelamente às fêmeas e soltam seus espermatozóides fecundando grande parte dos óvulos. Depois, a incubação é realizada nas águas calmas das lagoas marginais e outras áreas de remanso, verdadeiros berçários naturais, onde os alevinos encontram alimento e refúgio.
O macho da piabanha é capaz de reproduzir a partir do segundo ano de vida, quando alcança aproximadamente 20 cm de comprimento. Na fêmea, a reprodução só começa a partir do terceiro ano de idade, quando alcança cerca de 30 cm de comprimento.
Na fase juvenil a piabanha é ictiófaga e insetívora se alimenta de peixes e insetos e eventualmente frutívora (frutas e sementes). Quando adulta, a espécie come frutos, sementes, insetos e pequenos peixes.
Além do seu alto valor comercial é considerado peixe de "primeira" pelos pescadores artesanais. A piabanha é um peixe extremamente esportivo. Muitos pescadores viajam grandes distancias apenas pelo prazer de assistir seus saltos e acrobacias, quando se sente fisgada por algum anzol.
Como a espécie se alimenta de frutos, sementes, insetos e pequenos peixes na fase adulta, uma excelente opção de pesca é usar o equipamento de mosca de numeração 3 a 6, com ninfas e moscas secas, em anzóis 10 a 16.
Também podem ser capturadas na modalidade de corrico usando-se colheres e iscas de barbela. Iscas artificiais arremessadas tanto no bait como no spin também são utilizadas na sua captura. As iscas naturais são eficientes principalmente o lambari vivo.
Carretilha Fleming
Juntador de Varas
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Salmonete
Este peixe da família Mullidae é facilmente identificado pelo seu par de barbilhos. Estes longos barbilhos maiores que as barbatanas peitorais têm funções táteis e de determinação do sabor. O corpo é longitudinal, a cabeça é aplanada e tem grandes escamas.
Tem habitualmente 20 a 25cm, mas pode atingir 40 cm aos 10 anos de idade (1 kg) e habita os fundos rochosos, arenosos e lodosos do mar desde os 2 até aos 80 metros de profundidade. Estão presentes preferencialmente na interface entre a rocha e areia.
Alimenta-se de poliquetas, moluscos, crustáceos, como camarões e anfípodes, e peixes, possuindo duas barbilhas sensoriais junto á boca, as quais são mais compridas que as suas barbatanas peitorais, que servem para a procura de alimento
Enquanto escavam o fundo à procura de alimento, os salmonetes acabam por levantar plumas de areia que atraem outros peixes que assim se aproveitam para se alimentar de pequenos invertebrados que são projetados na coluna de água. Entre estes oportunistas contam-se as rainhas (Thalassoma pavo), os peixes-rei (Coris julis), os peixes-balão (Sphoeroides marmoratus), os sargos (Diplodus spp.) e as solhas (Bothus podas).
Pampo
O pampo em um peixe de água salgada que pode ser encontrado em todo o litoral brasileiro sendo que se subdivide em cinco espécies. Frequentam locais próximos à formações rochosas e praias na região em que as ondas estouram.
Corpo ovalado, comprimido e moderadamente alto, início das nadadeiras anal e dorsal com os raios maiores que os demais. Prateado, dorso de cinza e esverdeado e ventre branco a dourado, nadadeira anal de laranja a amarelo. O pampo pode chegar até 65 cm e por volta de 5 quilos salvo algumas excessões.
Deve-se utilizar um equipamento composto por uma vara de 3 a 4,2 m de comprimento, um molinete ou carretilha com capacidade para armazenar 150 m de linha com 0,25 mm de diâmetro e anzóis com haste curta de tamanho 2/0 ou 3/0. A chumbada deve variar com a correnteza e distância do arremesso.
É costeiro, desde canais e lagoas salobras até estuários e baías, ausente de ilhas mais afastadas. Forma cardumes, mas não é incomum observá-lo em pequenos grupos ou mesmo aos pares, usualmente próximos ao fundo de areia, onde buscam crustáceos, moluscos e vermes.
O formato arredondado do corpo, faz com que este peixe tenha muita força, promovendo grandes corridas quando fisgado. Equipamento regulado e perícia durante a briga, são as vantagens dos bons pescadores.
Tanto para a pesca de praia quanto para a pesca embarcada, deve-se utilizar como isca, a que mais fácil for encontrada na região (camarões , peixinhos, etc.), já que é a que o peixe está acostumado a comer sendo portanto a mais eficiente.
Piranha-Preta
A Piranha Preta é encontrada nas Bacias Amazônica e Araguaia-Tocantins, onde vivem em rios de águas claras e pretas. Carnívoras por excelência e normalmente solitárias, alimentam-se peixes.
Corpo rombóide e um pouco comprimido lateralmente, mandíbula prognata e dentes afiadissimos capazes de cortar o mais grosso dos monofilamentos. A coloração é uniforme indo do cinza ao preto nos adultos. Os jovens são mais claros apresentando no entanto algumas manchas escuras. Chega a pesar em torno de 3Kg.
Para capturar a Piranha usa-se equipamento do tipo médio; linhas de 14, 17 e 20 lb.e, anzóis de n° 3/0 a 6/0, encastoados em aço flexível.
Iscas mais usadas são peixes em pedaços, vísceras e iscas artificiais de meia água.
Em algumas regiões, as piranhas são apreciadas como alimento, principalmente para fazer o famoso caldo de piranha, considerado afrodisíaco.
Para que servem as escamas do peixe?
Os peixes têm o corpo macio e precisam de escamas duras para se protegem. As escamas fazem parte da sua pele: curvam-se e deslizam umas sobe as outras para que o peixes se passa mover.
As escamas são estruturas ósseas que se formam na camada mais profunda da pele dos peixes. Nas regiões temperadas, com estações do ano bem marcadas, ocorre uma alternância de períodos rápidos de crescimento (Primavera) com períodos de crescimento lento (Outono/Inverno). Consequentemente, verifica-se a formação anual de anéis concêntricos nas escamas.
Tipos de escamas:
- ciclóides - normalmente arredondadas e lisas;
- ctenóides - mais ou menos rugosas e com a margem denteada;
- ganóides - em forma de placa rombóide, podem ser grandes (encontram-se nos esturjões e noutros peixes considerados "primitivos"); e
- placóides - as escamas típicas dos Chondrichthyes (tubarões e raias), têm a base de dentina e uma cavidade interna, como os dentes dos mamíferos.
Algumas espécies de peixes, como os da família Carangidae (carapaus e xaréus) têm uma fiada de escamas transformadas em escudos, mais duras que no resto do corpo.
As escamas se originam quando o peixe tem somente algumas semanas de idade e são as mesmas ao longo de toda a sua vida, contando os anéis que se formam anualmente e medindo as distâncias entre eles é possível determinar a idade e o crescimento do indivíduo ao longo do tempo. Saliente-se que os peixes, ao contrário da maior parte dos vertebrados, crescem durante toda a vida, mas a taxa de crescimento decai acentuadamente aquando da primeira reprodução.
O estudo da idade e do crescimento permite a obtenção de dados importantes para a gestão de populações de espécies exploradas comercialmente. Por exemplo, a definição do tamanho mínimo de captura baseia-se nestes dados.
Abaixo alguns peixes com escamas:
Água salgada:
Água doce:
Apaiari, Aruanã, Black Bass,Cachorra, Cará, Carpa, Curiba, Corimbatá, Dourado, Jacundá, Lambari, Manjuba, Matrinxã, Pacú, Piau, Piapara, Piavuçú, Piracanjuba, Pirapitinga, Piraputanga, Saicanga, Tabaqui, Tilápia, Traíra, Tucunaré, Truta, etc.
Consumo de peixe pode prevenir problemas renais em diabéticos
Investigadores britânicos revelaram que, para adultos com diabetes, comer peixe duas vezes por semana pode ajudar a prevenir doença renal, uma das complicações mais graves da diabetes.
A Dra. Amanda Adler, do Hospital Addenbrooke, em Cambridge, e colegas estudaram as dietas alimentares de mais de 22 mil homens e mulheres de meia-idade ou mais velhos, 517 dos quais tinham diabetes, principalmente de tipo 2.
Os investigadores descobriram que as pessoas com diabetes que relataram consumir peixe, mais do que uma vez por semana, tinham consideravelmente menos probabilidade de ter proteína na urina, um sinal inicial de doença renal.
A doença que provoca a existência da proteína albuminúria na urina, denominada macroalbuminúria, pode ser indicadora de danos nos rins e pode aumentar até o risco de ataque cardíaco, segundo a Dra. Adler explicou à Reuters Health.
Pouco mais de 8 por cento dos pacientes com diabetes tinham macroalbuminúria, em comparação com menos de 1 por cento das pessoas sem diabetes. Por outro lado, 18 por cento dos diabéticos que não comiam peixe regularmente (menos de uma vez por semana) tinham macroalbuminúria, em comparação com apenas 4 por cento dos diabéticos que consumiam peixe mais do que uma vez por semana.
De acordo com a Dra. Adler, isto sugere que consumir peixe pode prevenir este sinal precoce de problemas renais, que os pacientes com diabetes têm mais probabilidade de desenvolver.
A investigadora principal, Chee-Tin Christine Lee, referiu à Reuters Health que é possível que os óleos de peixe melhorem os perfis de lípidos no sangue e que reduzam o risco de doença renal. Também é possível que outros componentes do peixe, tais como as proteínas ou os micronutrientes, protejam contra a doença renal em diabéticos. Contudo, é ainda possível que as pessoas que consomem peixe regularmente tenham outros factores de estilo de vida, que não foram possíveis justificar.
O estudo, publicado na edição de Novembro da "American Journal of Kidney Diseases", não conseguiu responder se um tipo de peixe é melhor do que outro. Contudo, estudos posteriores talvez poderão analisar esta questão.
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