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Peixe Mandubé ou Palmito pode ser encontrado na Bacia Amazônica

O peixe mandubé é também conhecido como palmito ou fidalgo, chega a medir 50 cm de comprimento e pesar em torno de 2,5 a 3 kg. 

Tem corpo alongado de dorso azul escuro e coloração amarelada clareando em direção ao ventre. Cabeça larga e achatada com olhos laterais, boca com maxilar superior proeminente e pequena abertura branquial como é comum à espécie. Apresenta forte aguilhão na nadadeira dorsal.

Pode ser econtrado na Bacia Amazônica, Araguaia-Tocantins e Prata, onde vivem ao longo do rios, remansos e corredeiras. Como a maioria dos bagres, freqüentemente habita o fundo dos leitos de rios de médio e grande porte com águas escuras e barrentas. São carnívoros vorazes e, em sua dieta, estão peixes menores, camarões de água doce, pequenos anfíbios e, ocasionalmente, insetos.

O palmito recebe esse nome pela maciez e o sabor que sua carne apresenta, muito diferenciada em relação a outras espécies de couro. A espécie, de carne bastante saborosa, pode ser capturada durante o ano inteiro e tem o tamanho mínimo para o abate limitado em 35 cm.

O melhor equipamento para se pescar o mandubé são com varas leves, linhas 17 a 20Lb e anzóis nº 2 a 8. Usa-se iscas de pedaços de peixe, pitus, minhocas, insetos. tuviras e os minhocoçus.
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Proibição de pesca revitaliza o maior coral do mundo


A proibição da pesca numa parte da Grande Barreira de Corais da Austrália fez com que a população de algumas espécies de peixes da região duplicasse. É a conclusão de um estudo divulgado na segunda-feira, noticia a BBC.

O relatório, publicado na revista científica "Proceedings of the National Academy of Sciences" foi realizado por um grupo de investigadores da Austrália e revela que, desde 2004, a densidade de peixes dobrou na região, destacando-se a espécie truta dos corais, cuja população cresceu em apenas dois anos.

Também o número de tubarões aumentou duas vezes, desde que a pesca foi banida numa área de 32 por cento da barreira de coral da costa de Queensland, a nordeste da Austrália, há seis anos.

Apesar da recuperação, McCook, o responsável do estudo, salienta que a Grande Barreira de Corais australiana, a maior cadeia de corais do mundo, ainda está sob risco graças às alterações climáticas, uma vez que o aumento da temperatura e da acidez da água do mar prejudica a vida nos corais. 

Amapá vai ganhar laboratório referência em aquicultura e pesca

Em 2010 a Embrapa Amapá vai inaugurar, na sede da instituição, em Macapá, um laboratório referência em aquicultura e manejo de recursos pesqueiros, composto de ambientes equipados para pesquisas em criação de crustáceos, nutrição aquícola, sanidade aquícola, reprodução e ecologia de peixes e estudos da qualidade da água para atividades aquícolas. A área construída ocupará 530 metros quadrados e contará também com galpão para experimentos, sala para produção de alimento vivo, banheiros, uma copa, cinco salas para pesquisadores, depósito de materiais e fábrica de ração.

Aquicultura é o cultivo de organismos aquáticos como peixes, moluscos, crustáceos e algas.

A obra está sendo iniciada esta semana e representa um investimento de quase R$ 800 mil de recursos de emenda parlamentar da deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP). Na manhã desta sexta-feira, 11/12, a partir das 9 horas, o chefe-geral da Embrapa Amapá, pesquisador Silas Mochiutti, receberá convidados, entre empregados da empresa, dirigentes e técnicos de instituições públicas e privadas, piscicultores, entre outros, para a solenidade de lançamento da pedra fundamental do Laboratório de Aquicultura e Pesca da Embrapa Amapá.

A programação terá início no auditório, onde os cinco pesquisadores que atuam na aquicultura e pesca farão uma rápida apresentação de suas respectivas atividades, em seguida acontecerá a cerimônia de lançamento da pedra fundamental no terreno onde está sendo construído o prédio do laboratório. Todas as instalações do Laboratório de Aquicultura e Pesca seguem as BPLs (Boas Práticas de Laboratórios) conforme normas internacionais de qualidade.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Amapá a obra é uma das iniciativas voltadas ao atendimento das demandas apresentadas por diversos segmentos do setor produtivo do estado e também da comunidade acadêmica, na época da elaboração do IV Plano Diretor da Embrapa Amapá, válido até 2011. "Com relação ao desenvolvimento da aquicultura no Estado, a Embrapa Amapá vem realizando desde 2007 atividades nesta linha de pesquisa e investindo na contratação de pessoal especializado", disse Silas Mochiutti.

Ao mesmo tempo, a Embrapa Amapá elaborou o projeto do laboratório e para viabilizá-lo conta com recursos da emenda parlamentar da deputada Janete Capiberibe ao Orçamento Geral da União de 2009, que é voltada para incentivar a transferência de tecnologias que promovam a cadeia produtiva da aquicultura junto às comunidades de produtores familiares, ribeirinhos e pequenos e médios empreendedores aquícolas, com foco na recuperação e uso intensivo das áreas impactadas do Amapá.

Entre os vários resultados esperados com o funcionamento do Laboratório de Aquicultura e Pesca e o consequente fortalecimento destas atividades produtivas no Amapá, Silas Mochiutti cita os impactos na economia regional como o aumento do valor agregado das espécies cultivadas, introdução de tecnologias capazes de superar o atraso da economia regional, internalização de renda a partir da verticalização da produção das matérias-primas necessárias à produção aquícola, melhoria do abastecimento interno de produtos pesqueiros e aquícolas básicos e o estímulo ao aproveitamento econômico racional da flora e fauna regional.

Escrita por: Dulcivânia Freitas

amapabusca.com.br

Descoberta nova espécie de Piau na Bacia do Rio Jequitinhonha

O monitoramento realizado pela Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) na bacia do rio Jequitinhonha resultou na descoberta de uma nova espécie de peixe, um piau de pequeno porte, com cerca de 10 cm de comprimento, caracterizado pela presença de máculas (bolas) pretas grandes e médias distribuídas pela lateral de seu corpo.

O biólogo Francisco Andrade Neto realizou a captura da nova espécie no córrego Vacaria, um afluente do Jequitinhonha, localizado em Padre Carvalho, no Norte de Minas, dentro das ações de monitoramento do Programa Peixe Vivo, criado para preservar os peixes das bacias hidrográficas onde a Cemig tem usinas. Segundo Francisco, a distribuição da nova espécie deve ser restrita, pois o piau foi capturado seis vezes, sempre na mesma localidade.

Para descrever cientificamente o novo piau, foram adotados critérios como o número de escamas e dentes, que o diferenciam das demais espécies já conhecidas. A descrição está sendo realizada por pesquisadores da Fundação Biodiversitas, do Departamento de Zoologia da Pontifícia Universidade Católica de Minas Gerais (PUC-MG) e da Cemig.

Já se sabe que a espécie faz parte do gênero leporinus e pertence a um grupo com sete espécies já catalogadas: seis restritas à bacia Amazônica e do rio Orenoco e outra endêmica da bacia do rio São Francisco, no Alto Paracatu (MG)

ISCA ARTIFICIAL MINHOCA

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