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Peixe usa bigode para esfregar em órgãos genitais das fêmeas

Os peixes molly mexicano machos, como o próprio nome diz  são encontrados no México e usam um bigode que faz com que pareçam mais sexy para as fêmeas.

Os cientistas ainda estão em fase de estudo para saber o motivo que estes peixes do sexo masculino mollies mexicana usam este bigode um tanto extravagantes em seus lábio superior. 

Estudos revelam que os peixes fêmeas acham o bigode sexualmente atraente, e é provável que seja uma característica para uso sexual do peixe. 

Além de ser visualmente atraente, o bigode pode ser usado para esfregar os órgãos genitais do peixe fêmea.

Detalhes foram publicados na revista Behavioral Ecology and Sociobiology. Como o próprio nome sugere o mollies mexicana ( Poecilia sphenops )é uma espécie bastante comum que reside em uma variedade de habitats de rios pequenos riachos e lagos. 

O peixe tem um comportamento de acasalamento complicado, com os machos fertilizando as fêmeas internamente, em vez de espalhar esperma sobre os ovos externamente colocado.

A equipe de pesquisa, vem realizando uma série de experimentos, colocando os peixes machos e fêmeas em tanques, medindo quanto tempo as fêmeas passaram na companhia dos machos ostentando bigodes de vários comprimentos, ou mesmo nenhum. 

Embora os cientistas não tenha testado a capacidade de atração visual do bigode, suspeita-se fortemente que também tem uma função tátil. "Isso é baseado na observação geral de que os machos vão tocar na região genital da fêmea com a sua boca antes do acasalamento". Este comportamento é conhecido como 'beliscar' e está sendo investigado por cientistas.

Eles trabalham com a hipótese de que as fêmeas possam adquirir informações sobre os machos dessa forma. Em suma, esfregando seu bigode contra órgãos genitais de uma fêmea pode ser um caminho para um macho molly mexicano fazer propaganda de sua atratividade.

Amapá vai ganhar laboratório referência em aquicultura e pesca

Em 2010 a Embrapa Amapá vai inaugurar, na sede da instituição, em Macapá, um laboratório referência em aquicultura e manejo de recursos pesqueiros, composto de ambientes equipados para pesquisas em criação de crustáceos, nutrição aquícola, sanidade aquícola, reprodução e ecologia de peixes e estudos da qualidade da água para atividades aquícolas. A área construída ocupará 530 metros quadrados e contará também com galpão para experimentos, sala para produção de alimento vivo, banheiros, uma copa, cinco salas para pesquisadores, depósito de materiais e fábrica de ração.

Aquicultura é o cultivo de organismos aquáticos como peixes, moluscos, crustáceos e algas.

A obra está sendo iniciada esta semana e representa um investimento de quase R$ 800 mil de recursos de emenda parlamentar da deputada federal Janete Capiberibe (PSB/AP). Na manhã desta sexta-feira, 11/12, a partir das 9 horas, o chefe-geral da Embrapa Amapá, pesquisador Silas Mochiutti, receberá convidados, entre empregados da empresa, dirigentes e técnicos de instituições públicas e privadas, piscicultores, entre outros, para a solenidade de lançamento da pedra fundamental do Laboratório de Aquicultura e Pesca da Embrapa Amapá.

A programação terá início no auditório, onde os cinco pesquisadores que atuam na aquicultura e pesca farão uma rápida apresentação de suas respectivas atividades, em seguida acontecerá a cerimônia de lançamento da pedra fundamental no terreno onde está sendo construído o prédio do laboratório. Todas as instalações do Laboratório de Aquicultura e Pesca seguem as BPLs (Boas Práticas de Laboratórios) conforme normas internacionais de qualidade.

De acordo com o chefe-geral da Embrapa Amapá a obra é uma das iniciativas voltadas ao atendimento das demandas apresentadas por diversos segmentos do setor produtivo do estado e também da comunidade acadêmica, na época da elaboração do IV Plano Diretor da Embrapa Amapá, válido até 2011. "Com relação ao desenvolvimento da aquicultura no Estado, a Embrapa Amapá vem realizando desde 2007 atividades nesta linha de pesquisa e investindo na contratação de pessoal especializado", disse Silas Mochiutti.

Ao mesmo tempo, a Embrapa Amapá elaborou o projeto do laboratório e para viabilizá-lo conta com recursos da emenda parlamentar da deputada Janete Capiberibe ao Orçamento Geral da União de 2009, que é voltada para incentivar a transferência de tecnologias que promovam a cadeia produtiva da aquicultura junto às comunidades de produtores familiares, ribeirinhos e pequenos e médios empreendedores aquícolas, com foco na recuperação e uso intensivo das áreas impactadas do Amapá.

Entre os vários resultados esperados com o funcionamento do Laboratório de Aquicultura e Pesca e o consequente fortalecimento destas atividades produtivas no Amapá, Silas Mochiutti cita os impactos na economia regional como o aumento do valor agregado das espécies cultivadas, introdução de tecnologias capazes de superar o atraso da economia regional, internalização de renda a partir da verticalização da produção das matérias-primas necessárias à produção aquícola, melhoria do abastecimento interno de produtos pesqueiros e aquícolas básicos e o estímulo ao aproveitamento econômico racional da flora e fauna regional.

Escrita por: Dulcivânia Freitas

amapabusca.com.br